quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sozinhos em casa


Se acham que o novo Oikos com castanha não combina, não se aflijam, para além de não falar mais disso trago uma sessão dupla que parece uma. De tão certa, irresistível e irrepetível. E nisso temos de dar o braço a torcer ao Senhor Joaquim que mais uma vez dinamiza estes lançamentos com a cabeça de um grande estratega e o coração de um festivaleiro. Better Watch Out, primeiro, pois já andava de olho nele. Uma descabelada e descontrolada noite de natal, assente na premissa de uma invasão doméstica. Mais não digo porque a seguir vem The Babysitter, e sim aconteceu: gosto de um filme do McG. Ah e os Anjos de Charlie? Ah e o Terminator 4? Perguntam vocês. Estou a gozar ninguém pergunta isso. Aqui a lógica é idêntica e porque já passa da hora, podemos seguir para o que une de forma tão orgânica estas duas malhas: 

- ausência de regras. É um "mas que raios?" ou "ai que maravilha" constantes, como se fôssemos nós a editar ou tivéssemos nós pedido aquele atrevimento. Especialmente o filme do McG, com títulos, músicas e tralha sci-fi, sim sim sim;;
- a babysitter, figura um pouco esquecida no terror recente, ou no meu terror recente - para não ser linchado com uma lista de 30 filmes de terror eslovaco do ano passado só com babysitters;
- tripas, e afins. Apesar deste ser um género muito pouco maricas - não é como aqueles filmes de guerra para maiores de 12 - é sempre revigorante uma chuveirada de sangue;
- nenhum tem mais de uma hora e meia. Na mouche;
- podem substituir o Sozinho em Casa num futuro distante e utópico;
- o puto, a figura mais interessante de ambos pois ambos são um despertar, de um modo quase antagónico e inverso. Aquela série de acontecimentos acorda duas figuras incríveis representadas por duas valentes promessas.

Mais não se pode aqui dizer, é para ver, em parelha, em conchinha e depois voltar para rirmos e debatermos todos muito. Pode ser?

2 comentários:

ajanelaencantada disse...

Vi o Better Watch Out no MotelX... deixa lá ver quanto lhe dei na Take (passe a publicidade)... olha, não escrevi crítica. Devo ter passado esse ao António. Enfim, achei piada pela irreverência na deturpação de regras, pese todo o irrealismo. Achas então que quem gostou de um vai gostar do outro?

Miguel Ferreira disse...

É quase garantido porque os dois complementam-se muito e têm formas de contar a história muito idênticas, especialmente no uso dos protagonistas.