terça-feira, 31 de maio de 2016

Já chegou, todo de uma assentada

Batalhas musicais - o confronto final (mete votação e tudo!)

A ideia inicial, quando ainda cagava tops ou fazia batalhas, era isso mesmo. Numerar ou comparar. Para quê meros mortais especialistas de comédias românticas de merda? Há apenas um único...E não é, e não é que a meio do texto inverto tudo e me lembro de mais uma série deliciosa de bostas que aqui devem ser referidas? Oh sim, e estamos de novo em jogo cabranagem! É isto que eu adoro na blogosfera, este ritmo frenético de postagem que tanto pode dar um oi solitário ou um ai de suruba. Então, qual o vosso momento musical favorito em comédias românticas de merda bastante secundárias, o pedido de desculpas em American Pie: Band Camp, o pequenino dos patins na Honey, o final de Bring It On ou também o misericordioso adeus de My Boss's Daughter. Podem votar aqui ao lado. A música vencedora irá ser genérico da season 8 do Nas Nalgas do Mandarim.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Parece-me que encontrámos o tal vencedor

Falando agora de séries, Preacher: melhor piloto do ano e uma promessa do caraças. O meu pobre coração, sem conhecer de fundo o material de origem, está naquele limbo de entrega total e reticência. Mas que gozou forte e feio, durante uma hora, lá isso gozou. E boom, lá se foi o Tom Cruise.

Os meus momentos favoritos do Hodor foram na temporada passada

Vale tudo. Vale tudo porque as pessoas adoram, continuam a adorar. Daí, os truques de algibeira que agarram legiões pelos colhões, ou sem fins pelos tintins. Eu acho que a malta foi toda contaminada, água ou telemóvel, uma merda global, mas isto sou eu. É normal um episódio intitulado a senhora de vermelho apenas justificar o seu nome no último minuto? Anteriormente intercalando cenas e personagens que nada têm a ver com o termo, com a unidade, com a coesão de conceito algum. Mas as bocas ficam abertas, como se limpassem o tédio dos 50 infindáveis 60 segundos anteriores. Game of Thrones está tão pobre, e tão sem ideias que concretizam algum tipo de movimento neste truque de rua: os últimos minutos são o nome do episódio e neles algo mexe. The Door, para além de ser mais um destes espécimes, tem ainda o descaramento. Ora bem, querem mesmo que eu acredite, que o velho das barbas, ou outro argumentista bêbado, tinham pensado que Hodor era diminutivo de Hold the door, por sua vez dito num ataque em criança, por sua vez provocado por um puto que viaja no tempo sem poder interferir mas que afinal pode. A sério? Somos assim tão parvos? Muita gente emocionada com o episódio. Tenham lá os sentimentos que quiserem agora não chamem episódio a um marasmo de ideias finalizado por um cereja a martelo. Acho que para a semana vão explicar porque é que a Arya se chamava Arya, pelos vistos a mãe estava em Aveiro, grávida, junto à ria, e o Ned disse "é a ria", "é aria", "éaria", "Arya". WOW!

sábado, 21 de maio de 2016

Até tinha um título grande

Era assim: porque é que The 100 é a mais importante ficção científica televisiva da década. Ponto de interrogação. Achei-o demasiado pavão, e demasiado sério. Apesar de reter a chave da coisa. Já aqui trabalhada, mas agora, finda a terceira temporada importa voltar a lembrar. Por muitos que sejam os esgares juvenis, a verdade é que esta epopeia semi-espacial é já uma mulherzona de provas dadas. São muitas as referências, as misturas, mas não há nada assim, nem irá haver. Na restrita descendência de Lost e Galactica, The 100, para além da coragem e eficácia, tem aquilo que é tão difícil numa série, numa contínua jornada de pessoas: fazer com que elas importem. Criar um leque, uma equipa de malta que nós tratamos pelos nomes e que lá partimos pedra juntos, mais por uns, menos por outros. Mas cabrões míticos pah. É isso Jonh Murphy. É essa pertença que é tão vital, e que uma vez, de muitos em muitos anos, nos enche a a casa de gente.

Conselhões do Tio Ferreira

Conselhões porque rima com lições. E porque conselhos rima com pintelhos, não me pareceu moralmente adequado para uma rubrica. Ainda para mais uma rubrica tão útil que funciona assim. Digo um filme. Triple 9. Depois digo assim: não vejam que não vale a pena. Era brutal que fosse apenas assim, mas depois ia pensar que estava a ser irónico. Mas não. Percebo tudo aquilo que vos pensar na felicidade. Mas não. Bom elenco, má execução, péssima execução, numa narrativa que se fragmenta a partir da sua metade, para não mais se encontrar. Sem pólos agregadores de interesse, sem foco. Nem a Wonder Woman nem a Kate do Titanic com penteado à Doidos por Mary salvam esta valente chacina. Se querem um bom filme de bófias cabrões vejam Dark Blue, aí sim.

terça-feira, 17 de maio de 2016

9 anos

Andei para aqui a ler, e quando era miúdo, segundo, terceiro, por aí, escrevia belas prosas de aniversário. A tempo e horas, que nem doidinho fanático. Amante do seu menino. Hoje continuo no meio dos lençóis, prometo, só que mais esquecido e grisalho, tristonho claro, mas aqui. Dia 5 de maio o Créditos Finais fez 9 anos. Foda-se. Mais um e já transmorfo, evoluo ou simplesmente envelheço. É um prazer, um dos grandes. Obrigado malta, vamos lá rumar ao infinito. E o último a sair que apague a luz.

Terra 2

Ao ver esta vaga de trailers, de séries da FOX - ou do cacete que o valha - centradas no remix, sinto exactamente aquilo que sentiu o McFly quando voltou a casa e estava tudo fodido. O Flash, a Olivia nas outras Terras. Ou ainda as inversões propositadas de Last Action Hero. Comédia. Parece que acordei, tudo é falso e ninguém repara. Por amor de Deus, sacrilégio, usar o lettering, as músicas, como se isso fosse suficiente para a tusa. Não é, murcha, piora. Quem é aquele gordo a fazer de Mel Gibson? Aquele giraço a fazer de padre? Porque é o Scofield não faleceu? Ou porque é que o Jack Bauer exagerou no solário? Porquê?

Dilly Dilly

Vi o Cinderella. Esse. Não interessa muito porquê. Podia dizer que estava a fazer um trabalho escrito sobre as adaptações live action da Disney mas não, pendurei pénis no cabide - os tomates ficaram - e lá mamei este pastel do Branagh. Tudo bem até ao momento em que a magana canta o Dilly Dilly, mesmo bonita a filha da puta da música. Agora, sempre que o sol se põe, lá venho às escondidas carregar no play, que nem menina enfeitiçada.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Filmes voadores não identificados

Falta aventura? Lá está, não consigo votar. Por um lado sim, naquela mística Spielberguiana de ver o espectro, mas por outro existe um registo muito pessoal, muito Nichols, daqueles espaços largos que respiram. Da grande fotografia, nos íntimos detalhes. A família, sempre a família a proteger-se, a fechar-se do resto; ficção científica dentro de casa, do lar. Inédito? Pode não ser mas sabe a tal, tem imagética e estaleca para levantar discussão, admiração e paixão. Até mesmo ódio e incompreensão. Só isso, é hoje algo de muito especial.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O importante é baralhar

Primeiro é do Renny Harlin. Já ouviram o episódio Nas Nalgas do Renny Harlin. É espectacular. Segundo é baseado numa história verídica. Mais ou menos. Quer dizer, os senhores russos faleceram mesmo. O resto é tanga. Mas é uma tanga que não tem medo de ser tanga. Muito menos cair no ridículo. E ao fazer isso, não cai e origina aquele que acaba por ser um inventivo found footage. Se esquecermos o acting - difícil - acabamos por abraçar o terceiro acto, espantados e mimados com tal afronta. Uma valente misturada, reinterpretação, visão, explosão, daquela premissa. Isso, em qualquer género e sítio do mundo, é fazer cinema.

sábado, 7 de maio de 2016

Perdão procura-se 2 - Apocalipse

Também estava à espera do quê? Meto-me a pesquisar onde não sou chamado, tinha de dar merda. Ah e tal deixa cá ver esta cena do príncipe. Chupa. Três sequelas. Abri a caixa de Pandora. Mas juro que não vi mais nenhum. Apesar de ficar um bocado com o bichinho para ver o 4, que é num elefante.

Perdão procura-se

Ia aqui falar de outra coisa qualquer mas acabo de descobrir que já vi este filme. Foda-se. E agora? Ou como dizem nas séries americanas, now what? Posso continuar com vocês? Devo sodomizar-me como o albino do Código Da Vinci? Ou basta colocar a seguir uma imagem da Daddario?

Tomei a liberdade de pensar nisso

Estava a pensar, mas quando é que fazem um Moon em Marte. Ah já fizeram o The Martian. Não é bem, queria uma coisa mais barata, tipo só com um ator e o outro gravado, a fingir que está na Terra. Estão a perceber?

Sacos de boxe

Mais que documentar, Son of Saul quer desconcertar. E fá-lo logo. Como se a verdade pudesse ganhar todas as formas do mundo. De trás para a frente. Tudo vale, e lá não vale trincar distâncias. Subtis modos de deitar abaixo a quarta: entramos à bruta, restritos àquele par de olhos, donos da sua confusão, da desistência. Soco após soco. Mais que documentar, é provar o silêncio. É saber o que é não viver.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Até ela leva as mãos à boca

Captain America: Civil War é tipo o X-Men 2 só que ao contrário e em mau. O incrível filme de Singer, no inocente e longíquo 2003, provocava o debate, abria de facto guerra, não só às personagens mas aquilo que elas tão bem representavam. Acreditavam. Era tempo para se manterem unidos. Ora bem, na mais recente pastelice da Marvel, é tempo deles se manterem separados, depois um bocadinho unidos, depois separados de novo, unidos, separados, e, talvez, unidos? Toda a classe cinzenta, política e pouco circense de Captain America: Winter Soldier, dá lugar a uma feira, uma espécie de Avengers 3, um filme que apenas existe a espaços. O resto são fatias de uma enorme novela, para apresentar mais 36890 personagens que irão nos próximos anos dar origem a mais 64780093 filmes. Faits divers, para um grupo de amantes, de fãs que mamam as piscadelas de olho como se fossem caracóis numa tarde agosto. Mas não passam disso, faits divers, volto a dizer, faits divers. Toda a parte dos protocolos, da diferença de visões, de modos de pensar, colocada em cima da mesa para debate deveria ser o motor. Porque isso interessa e teria interessado. Mas não, vamos é falar do Bucky, que já teve direito a um filme, mas vamos lá falar dele outra vez e da amizade mais mal parida da história das amizades mal paridas. Numa espiral de vai não vais, aos soluços, num argumento que se confunde a ele próprio e se auto destrói, sem dó nem piedade. 

Ah não é nada, faz tudo sentido. 

- Porque é que a CIA, ou o FBI, ou a bófia, ou sei lá quem, anda séculos à procura do Bucky e nunca se lembrou de colocar uma imagem no jornal como fizeram quando ele era suspeito da bomba?
- Porque é que o mau é o pior mau de sempre na história de todos os filmes da Marvel quando pensávamos que isso já não era possível?
- Porque é que o mau quer saber onde estão os super soldados?
- Porque é que o mau não usa os super soldados?
- Porque é que o mau não mostra logo, tipo no início, a cassete com o Bucky a matar os pais do outro?
- Porque é que a cena do Vision com a Wanda parece saída de um filme porno? Ah paprika. Ah nunca comi nada na vida e tal.
- Porque é que só morre o pai do Eusébio no filme todo?
- Porque é que a Widow mostra tão pouco a peida?
- Porque este filme nunca mais acaba?

Depois das fofocas

The Shallows é o meu tipo de trailer. Quiçá, meu tipo de filme. Ainda para mais super bundão e mamão da Blake Lively. Sem grande espaço para manobras, aborrecimentos ou tristezas. É só ela e o tubarão, como aquele filme em que era só ela e o senhor do parque de estacionamento. O gato e o rato têm os dias contados.