sábado, 30 de junho de 2007

terça-feira, 26 de junho de 2007

Do outro lado


É dificil definir os filmes para crianças e dividi-los em diferentes categorias. São muitos e entrelaçam-se: uns são mesmo só para crianças, outros são para toda a família mas no fundo são mesmo só para crianças também, outros são para crianças mas mais velhas, ou os mais velhos também gostaram, desde a inteligência escondida em bonecos fofinhos até à piada fácil escondida por vezes em actores que já tinham idade para ter juízo, há de tudo um pouco. E assim nunca se sabe o que vem aí, levo os putos ou não? Será vergonha entrar na sala, um moço do meu tamanho?

Tudo porque vi há pouco tempo o Ponte para Terabítia e vi ali muito mais que Crónicas de Nárnia, Eragons e afins. Muito mais que meros efeitos e crianças de plástico embebidas em lições de moral chatas e repetitivas, flagrantes e aborrecidas. Tem a beleza de todo outro reino mas a ambiguidade e a inteligência do lado de cá. Tudo se resume a um curso de água que divide a realidade, dura e por vezes amarga, e Terabítia um mundo criado por duas crianças, um refúgio do primeiro, alimentado por sonhos e fantasias e vivido com uma intensidade e liberdade impossiveis de alcançar em qualquer outro lugar. Desde a imaginação até à representação tudo leva nota máxima: os meninos actores são muito bons, a par com os efeitos e toda a história no geral. É pena produtos como este passarem anónimos no meio de tanta fita vulgar e sensaborona....
Resta dizer que o trailer engana por completo o espectador, engana as crianças, que pensam que o filme será só para elas, quando no fim estamos perante um produto completamente diferente.

Mais que mil palavras


sábado, 23 de junho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Que se faz agora?


Pouco mais há a acrescentar à construtiva crítica que Nuno Markl teceu sobre Hot Fuzz. E todo o carinho e vontade de mostrar este filme é sentido também deste lado. Estamos durante tempos e tempos a ver grãos de areia, agarra olha joga fora, quando nos aparece um diamante nas mãos ficamos quase sem saber o que fazer - assim foi quando acabei de ver Hot Fuzz, isto é tão bom, isto nem vai estrear nos cinemas cá, que podemos fazer?

Infelizmente nada, a não ser divulgar e espalhar com o máximo de força a qualidade desta obra britânica, dos criadores do também esquecido Shaun of the Dead. Este filme de acção constrói o seu próprio enredo, com personagens gordas e divertidas, com história escrita e pensada, parodiando simultaneamente inúmeros filmes do género, e o género em si no geral.

Não é a tipica comédia paródia, é tudo mais, desde a intriga ao humor, desde os actores de primeira até à frenética e fresca montagem, com cortes sentidos e marcantes no sítio certo, sempre com um enorme sentido de ritmo e bom gosto. É uma verdadeira mistura de coisas muito boas que dão um bolo raro e de uma qualidade muito acima da média! Por favor façam mais!

Antes de adormecer


o belíssimo poster de um filme que vale pelas palavras.
Ou pela tentativa de as usar.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Está tudo doente?


O trailer já aí anda. E já se levantam vozes, sobre a veracidade dos factos, sobre a fronteira entre o documentário e a ficção, sobre como Moore manipula os seus brutos e constrói uma obra assente nas suas crenças. Óbvio o filme é dele. É a opinião dele que é retratada.


A cena inicial de Bowling for Columbine é para mim um grande momento de cinema e uma bofetada gigantesca em toda a loucura que paira naquele país: Moore entra num banco, pede para abrir uma conta, aquela em que tem direito a uma arma. Preenche todos os formulários e no final quando lhe dão a caçadeira para as mãos ele pergunta: não é um pouco estranho oferecerem armas num banco?


Manipulador ou não, ele chateia, ele está lá, ele é necessário.




Infiltrações


Agora que já vi o The Departed posso dizer que:

- Sim é um excelente filme. Sim mereceu sem dúvida o Óscar.

- O ambiente criado, desde a esquadra até ao bar onde Nicholson opera, é fantástico, com uma imensa personalidade, quase que cheiramos aqueles fumos e aqueles diálogos.

- Mark Wahlberg tem o interpretação do filme.

- A música do início assenta que nem uma luva e canta-se assim.

- O trailer tem o sempre nostálgico Comfortably Numb.

- Percebemos que Scorsese é um excelente realizador mas percebemos também que nunca mais irá realizar uma cena como esta:





O gozo da tortura


No criativo teaser e no posterior trailer vimos que a premissa se mantinha a mesma: três jovens, desta feita do sexo feminino, embarcam numa viagem pela Europa acabando por cair numa rede macabra, sustentada por milionários perversos, que torturam e matam pessoas das formas mais variadas, de acordo com as suas mentes e taras mais doentias. E neste jogo os americanos valem mais, bem mais.

Parecia ser apenas mais do mesmo, mas penso que esta sequela é em tudo superior e preenche com frescura todas as falhas do seu antecessor. Em Hostel, temos uma introdução enorme, com a imagem de uma Europa composta por chulos, prostitutas bonitas e sexo fácil. Seriam estes os últimos pecados dos protagonistas, mortos depressa e sem ritmo, dando um estatuto demasiado bifásico ao filme, até à fuga final e à pequena vingança, que soube bem mas soube a pouco.

O primeiro sinal de que esta segunda parte poderia ser uma obra de qualidade foi o facto de ter fracassado nas bilheteiras americanas, aí disse, eh lá se calhar pensa-se um bocadito aqui. E sim! Hostel 2, tem uma introdução mais curta e já interligada com o que virá a seguir, tirando todo o proveito de estatuto de sequela que não precisa de introduções. Somos brindados também pelo outro lado, americanos sim, mas que pagam e que andam pelas mesmas ruas das vítimas à espera que estas estejam prontas. Esta acção paralela adensa a intriga e torna o festival do horror muito mais interessante e divertido.

Tem cenas de volência gratuita? Sim.

Muitas? Não, mas as que tem dão bem conta do recado.

Se recomendo este filme? Definitivamente, para fãs do género claro (eu).

Resta-me acrescentar que o final é em tudo gratificante e burlesco, tornando o menos óbvio na única alternativa possível, e assumindo o estatuto perverso salpicado de humor, daquele bem negro.
(pode surgir a questão: como é que ele já viu este filme se ainda não estreou em salas lusas? A resposta é esta: não sei do que estão a falar)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Episódio 5


Aqui juntámos muitos ingredientes já testados, já provados e seguros de sucesso, e misturámos tudo na mesma panela. O resultado só poderia ser um bom cozinhado. É o CSI no hospital, é o Sherlock Homes dos médicos.

Temos um vilão, a doença, temos os heróis, investigadores, detectives, médicos, que tentam durante os normais 40 minutos eliminar o virus e salvar o doente do dia. Nasceu uma personagem forte e pouco usual nos rosto do versátil Hugh Laurie, que tem aqui o papel duma vida, Gregory House. Porque gostamos dele? Porque ele é o típico anti-herói, ajuda as pessoas mas é um sacana sem respeito por ninguém, salva vidas mas diz tudo o que lhe vem a cabeça e magoa os que mais lhe querem bem, gostamos dele porque ele não tem regras, não se constroi nos alicerces necessários para viver em sociedade e é nisso que por vezes nos revemos, nessa rebeldia e desejo da verdade.
Aliado ao mau humor, vem o toque da bengala e o estilo desarranjado que fazem dele capa de revista ao lado de rufias como Russel Crowe (os metrossexuais passaram à história). O fio condutor é simples, com pouco relevo para a vida pessoal das personagens, centrando-se mais no mistério do dia, andando em tudo o resto a passo de caracol.
A terceira série foi em tudo idêntica às anteriores, um final fraquinho, onde se assume completamente o estatuto de pequena bolacha que se pode comer em qualquer altura, completamente independente do pacote.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

À boleia



A espera


No country for oldmen a ver e a ler, enquanto não o podemos ter.



sábado, 16 de junho de 2007

quarta-feira, 13 de junho de 2007

The saddest thing that I'd ever seen

Were smokers outside the hospital doors

e num dia teimosamente cinzento, sem grande sopro de felicidade, baixo os ombros, mimo a almofada e carimbo o play. Para ver e ouvir bem alto.


É já sexta-feira


F de frase

I remember reading somewhere that men learn to love the person that they're attracted to, and that women become more and more attracted to the person that they love.

Graham
Sex, Lies and Videotape

Filme ternurinha


No outro dia o meu pai usou a palavra "ternurinha" para definir o livro O velho que lia romances de amor de Luis Sepúlveda. Roubei o livro da prateleira e roubei também essa palavra que caracteriza tão bem inúmeros filmes que nos deixam mais quentes e aconchegados, mais sorridentes e apaixonados. Assim surge esta rubrica destinada a esses bons e raros momentos que vivemos em frente ao écran.


O primeiro é Contado ninguém acredita. Esta excêntrica comédia tem como premissa um funcionário das finanças que começa a ter a sua enfadonha existência narrada por uma voz. Voz essa de Emma Thompson, uma escritora desinspirada e angustiada que tem apenas uma certeza, matar o seu personagem no final da obra.

A primeira coisa que fascinou neste filme foi a interpretação sóbria e contida de Will Ferrel, emprestando à personagem um sabor frustado e angustiado, todo o seu rosto e gestos são de uma sobriedade e precisão atrozes, construindo um fantástico boneco ( gosto muito de ver excelentes comediantes noutros terrenos, a mostrarem a sua versatilidade e capacidade de inovar, um pouco como Jim Carrey em Truman Show ou Bill Murray em Flores Partidas, actores com um A bem grande). Depois todo o grafismo do filme é estranhamente sedutor, seguindo sempre a lógica de conto narrado, de livro desenhado a cada passo de Harold Crick, homem do IRS destinado a um fim trágico, para bem da obra literária mas para mal do seu coração, que palpita pela lindíssima e talentosa Maggie Gyllenhaal. Por fim temos tudo o resto, a música, a cor, os textos, as palavras, os gestos, tudo resulta num sorriso bem gordo, num pensamento renovado e num sono mais animado. É bom (ha)ver filmes assim.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Quando a FedEx passa


Espero quieto e sossegado na passadeira. Confronta-me do outro lado um boneco vermelho, estático, tento imitá-lo para meu bem, enquanto aguardo que o seu irmão verde me traga o movimento.
Passa por mim uma carrinha da FedEx e o meu estatuto solitário aumenta pela inevitável associação ao Náufrago. Foi das publicidades mais descaradas que já vi num filme( a par com os carros e relógios de James Bond, e o Head and Shoulders de Evolução) mas foi também dos exercícios mais simples e complicados de executar , tanto a nível interpretativo como a nível de construção da narrativa. Zemeckis fez um filme apenas com um homem e uma bola de vólei. Tudo está sobre Tom Hanks, e aqui ele abriu o livro e tem uma das melhores, senão a melhor, interpretação da sua vida (o Óscar era dele e não do expressivo porteiro de discoteca Russel Gladiador Crowe). Não é só a sua mudança física que impressiona, é tudo o resto que sentimos nos seus gestos, nas suas poucas palavras, na sua barba angustiada e queimada do sol. A solidão é o recheio de um bolo que nunca perde sabor, sempre com pedalada, até ao plano final, em que ficamos perdidos de novo, no meio de um cruzamento.Somos sempre náufragos à espera de uma escolha que nos faça sentir menos nós, menos sós.
Já ficou verde, o trânsito pára, eu pelo contrário sigo viagem.

O amor



A vida de um Génio Cash

Aproveito a deixa de dois posts abaixo, a preguiça agradece e qual reflexo pavloviano junto umas quantas pontas soltas em meia dúzia de linhas.

Antes de mais para dizer que Walk the Line é muito mais do que um filme. E, apesar disso, é um muito bom filme. Desse importância a Óscares e prémios ridículos afins e diria que da tríade Actor-Actriz-Filme, a Reese Whiterspoon é a menos genial das três. E mesmo assim foi merecida a estatueta. O Joaquin Phoenix faz do que melhor sabe fazer: um filho-da-puta que toda a gente odeia durante a vida e de quem toda a gente gosta perto do fim. Um Johnny Cash a papel químico, portanto. E uma impressionante - impressionante - colagem ao toque na (não de) guitarra e ao timbre de voz*.

Mas divago. Dizia que Walk the Line é das mais bem contadas vidas de um génio (género que a mim, por definição, não me merece muito respeito - este das bio pics). Mas um mediano, a roçar o medíocre, James Mangold não se deixa levar pela ânsia de exarcebar todos os mitos que pairam sobre a vida e a morte de Johnny Cash, contando de uma forma simples, que não simplista, uma genial história de amor, suor, lágrimas, sexo, desespero, drogas, melancolia, paixão, rejeição e mais amor. E a história dança ao ritmo perfeito de uma banda sonora milimetricamente encaixada em cada frase e em cada cena.

E depois, o texto. Salpicado por umas dezenas de deliciosos, intensos e poderosos diálogos. A acompanhar essencialmente o enredo e desenredo amorosos. De um amor que cativa. Que nunca - nunca - roça sequer o lamechas. Um amor frio e distante alternado com o calor do regresso. E as fúrias, o sofrimento amargurado de Cash. A força e a revolta. Isso tudo, num só filme. Muito mais do que um filme. E, apesar disso, um excelente filme. Dos melhores de 2005. E dos melhores de muitos dois mil e cincos que a minha memória me deixe recordar.

*Há um pequeno pormenor a posteriori de toda a história que de define um actor. Durante o genérico final a música que se ouve é o dueto de Cash e Carter na sua versão original. Percebe-se perfeitamente que a Reese Whiterspoon já não está ali, mas juramos a pés juntos que a voz masculina é do Phoenix.

E uma palavra de apreço aos idiotas que costumam traduzir os títulos das películas, ou melhor, a quem não os deixou transformar a dicotomia de walk the line, num estapafúrdio pisando o risco ou fazer o quatro.



Johnny Cash: Marry me, June.
June Carter: Oh, please! Get up off your Knees. You look pathetic.

E aqui um cheirinho de dueto entre os verdadeiros June e John: Time's a wasting.
A mesma do vídeo lá de baixo, que, sem razão aparente, não se encontra na banda sonora original do filme.

[João Gaspar]

Nota do dia

É importante falar disto.
Aproveito para dar os parabéns ao fantástico blog da Premiere, que retrata com respeito, carinho e imaginação todo o universo da 7ª Arte.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Hello, I'm Johnny Cash


Depois de ver o Walk the Line, quatro ou cinco coisas aconteceram.

O meu top privado de filmes favoritos foi alargado, sim aquela lista que guardamos na memória, mas quando temos de a enumerar nos falha quase sempre.

Reese Whiterspoon subiu em todos os escalões de opinião que tinha sobre ela, merecido o Oscar.

Senti-me bem disposto, porque vi um excelente filme (raro nos dias que correm), porque vi um bonito filme (raro nos dias que correm) e porque vi uma história incrivelmente bem contada(muito raro nos dias que correm).

Procurei vídeos e deparei-me com este fantástico anúncio da Levis, que pede com mestria a música do mestre.

E por fim escrevi estas palavras que aqui terminam.






Warden : Try not to sing anything that reminds them that they're in prison.
Johnny Cash : You think they forgot?

Episódio 4


Michael Scofield assalta um banco com o propósito de ser apanhado e preso para então salvar o irmão, condenado (injustamente) à morte. A primeira temporada foi isto, a elaboração e concretização da fuga. Todo o plano, desde as tatuagens até aos inúmeros empecilhos que iam surgindo de episódio para episódio, fizeram desta série um enorme sucesso, altamente viciante e cheia de ritmo. Mas é complicado esticar um argumento que foi escrito a pensar apenas num ambiente e num desfecho, mas como já disse, a lógica é a de fazer render o peixe. E rapidamente a segunda série se esgota num sem número de explosões, acidentes de carro, corridas e corridas, numa conspiração cada vez menos explicada. A intriga deu lugar apenas à acção frenética e sem sentido, nuns Estados Unidos que mais parecem o Distrito de Setúbal, todos se encontram em todo o lado com uma enorme facilidade, esbarram uns nos outros como se andassem de passeio numa pequena aldeia. Amigos estamos a falar dos Estados Unidos da América, não dos Brejos da Carregueira! Fica então um T-Bag cada vez melhor e um final que estica mais e mais. Agora no Panamá. Toca a fugir.

Onde está o crime?


Para ver um filme, seja em casa ou no cinema, somos quase sempre presenteados pelo anúncio contra a pirataria, aquele em que um homem rouba uma mala, um carro, um dvd, aquele que uma rapariga está em casa e ao som de uma música repetitiva, doentia e irritante processa um download. É crime aparece em letras gritantes e dançantes, provocando sérias dores de cabeça por volta do vigésimo visionamento. Como grande amante de cinema que sou, e forte defensor do ritual de ir ao cinema, digo que crime deveria ser:

- pagar mais de 5 euros para ver um filme na maioria das salas do nosso país (não sou estudante, não tenho cartão jovem, sou o resto).

-filmes como Half Nelson e The Fountain estrearem em 2 ou 3 salas de Lisboa (continuo a ser o resto, que neste caso nem existe).

- séries de qualidade, respeitadas no país de origem serem vergonhosamente mal tratadas pelas televisões nacionais(e chegarem cá quase um ano depois, qualquer fiel seguidor não espera)


Isto sim, deveria ser crime. A pirataria por vezes é a única maneira de uma pessoa, não jovem, não estudante e não lisboeta, ver um bom filme ou uma boa série. Por isso retirem o anúncio e antes de se preocuparem com os crimes dos outros preocupem-se com os vossos, preocupem-se em não matar a sétima arte.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Amanhã é o costume menino?


Todos os dias vou lanchar por voltas das 17 horas. Todos os dias, na terceira mesa a contar da porta estão cinco velhotas; ao balcão uma rapariga a fumar e a bebericar os restos do café; um bebé preso à mãe, solto nos primeiros passos; um pai, mãe e filho, o costume, e eu. Todos os dias, hoje é o costume menino?

Lembro-me então de uma das minhas comédias preferidas. Não só por Bill Murray, que é um grande grande actor, sempre na fronteira do sério e do cómico, sem nunca saber se rir se chorar (inevitavelmente a cena do anúncio televisivo em Lost in Translation), mas também pela lindíssima Andie MacDowell (que infelizmente já só publicita champôs) e pela forma como consegue construir uma narrativa numa base tão diferente e complicada, o mesmo dia...
O drama é dele, as gargalhadas são nossas!


domingo, 3 de junho de 2007

E tu, qual é o teu signo?

Zodiac, embora não transborde de mestria como Seven, não tenha a rudeza e genialidade de Fight Club ou o enredo maquiavélico d' O Jogo, é mais um passo firme de David Fincher na sua irreversível caminhada galopante para um local de culto onde pertencem os grandes mestres inspiradores da cinematografia americana.

Fincher, apesar de quarentão, concilia o fulgor estonteante de um novato com a sabedoria de um sexagenário. É incomparavelmente superior a muitos Scorceses altamente sobrevalorizados. Mais uma vez, em Zodiac (como acontecera em Seven), consegue desviar o argumento da típica e fácil lógica dos bons contra os maus. Contraria as mentalidades CSI’anas da investigação criminal rápida, fulgurante, inevitável e taxativa e caminha sobre terrenos perigosos com a certeza de um desenlace arrebatador, mas que se vai escondendo súbtil, genial e até irritantemente dos olhos do mais atento espectador.

E é nesta força invisível que se prende e se solta o talento incontestável de um homem que consegue tornar simples uma relação argumento/efeitos visuais, o que, convenhamos, não está ao alcance de todos.

PS: Ainda não vi o Zodiac, mas o Piratas das Caraíbas 3 é pouco mais que uma bodega e, não só não merece o Johnny Depp como não merece mais do que uma breve nota de rodapé.
[João Gaspar]

Antes de adormecer

O trailer





A música



E mais três razões













































para ver My Blueberry Nights

Promoções e pirosices

O Correio da Manhã anda com uma promoção bem catita, em que na compra do dito cujo (1 euro e 20 cêntimos) oferecem um DVD. Sextas,sábados e domingos. Por entre alguma palha podemos encontrar excelentes filmes como Querido Frankie, À Procura da Terra do Nunca e a Domadora de Baleias. É possivelmente o preço mais barato a que podemos adquirir obras de qualidade e é portanto uma iniciativa de louvar!Venham mais como esta!

Claro que também existem bonbons de série Z, como Três homens e três bébés e Bailey, um golden retriever que fala(adoro estes filmes que têm um cão).
Hoje, ou ontem(estou naquele limbo que suscita sempre questões, ou falsas questões, hoje ou ontem?já passa da meia noite é ontem e pronto rimos todos muito) comprei o sempre apetecível Dirty Dancing 2! Aquilo é que deve ser bailar!

Remete inevitavelmente para o filme mais visto pelas mulheres, o original Dirty Dancing, ou no bom português Dança Comigo! Com o inconfundível Patrick Swayze! Como piroso puxa piroso deixo-vos com a cena romântica mais pateta e ridícula dos anos 90. Mete o Swayze, Demi Moore, e barro...


Closer


sexta-feira, 1 de junho de 2007